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05/02/2020 12:20 por Redação

Assinado o acordo entre China e EUA, a economia mundial voltaria a crescer?

Retomada será gradual e poderá ter implicações importantes para a dinâmica entre os países

Fabiana D’Atri*

A economia mundial deve se recuperar ao longo deste ano, uma vez removidas as incertezas ligadas às tensões comerciais e, em alguma medida, ao Brexit. Essa retomada será gradual e poderá ter implicações importantes para a dinâmica entre os países, levando em conta os desdobramentos das negociações entre China e EUA. Essa visão mais cautelosa se justifica pelas dúvidas que temos em como e em que medida a guerra comercial impactou a economia mundial e, mais recentemente, como será o impacto do coronavírus sobre essa recuperação cíclica esperada para 2020. Nosso cenário é que a recuperação segue valendo, mas pode ser postergada por um a dois trimestres e o impacto do coronavírus tende a se concentrar na China.

As incertezas advindas das tensões entre as duas maiores economias do mundo certamente influenciaram de forma importante a economia global, à medida que empresas abortaram decisões de investimento, em função da possível mudança de custos de produção na China. A guerra comercial, contudo, pode ter tido efeitos concretos para além da incerteza, como o aumento significativo das tarifas.

Esses desdobramentos, por sua vez, aumentam os desafios da China e da Europa, em desaceleração há alguns trimestres, à medida que a China exportará menos para o mundo e a Europa provavelmente venderá menos para a China.

Contrapondo esses fatores, ao longo de 2019, a política monetária passou por um afrouxamento significativo na grande maioria dos países, o que ainda pode dar suporte à economia, dada sua defasagem. Somado a isso, pode-se considerar que, diante de choques como a guerra comercial que afetam a confiança, a política monetária pode ter sua eficácia reduzida. Isso aumentaria ainda mais a defasagem dos cortes já implementados. Há algum espaço residual para queda de juros em muitos países. O mandato do Federal Reserve (Fed) é duplo: perseguir o máximo de emprego e estabilidade de preços. Implicitamente, estabilidade de preços significa ter uma meta de inflação ao redor de 2%.

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* Fabiana D’Atri é economista do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

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