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DOCES E SALGADOS

06/02/2018 10:57 por Redação

Perdas nos mercados acionários globais chegam a US$ 4 trilhões

Gatilho teria sido a forte alta nos rendimentos dos títulos dos EUA, acionando o alarme sobre inflação mais elevada e possível alta da taxa de juros

Os mercados acionários mundiais despencavam pelo quarto dia seguido nesta terça-feira (6), registrando perdas de US$ 4 trilhões nos preços dos ativos se comparado com há apenas oito dias. O gatilho foi a forte alta nos rendimentos dos títulos dos Estados Unidos após dados mostrarem na semana passada que os salários no país aumentaram no maior ritmo desde 2009, soando o alarme sobre inflação mais elevada e com isso o potencial de taxa de juros mais alta.

O pessimismo no mercado financeiro americano influenciou as bolsas internacionais e a cotação do dólar frente às demais moedas. A Bovespa fechou em queda de 2,59%, enquanto o dólar subiu 0,99% frente ao real.

Nesta manhã, a maioria das bolsas europeias iniciou o dia em queda. A Bolsa de Valores de Londres abriu em baixa de 3,44 %. O índice Stoxx 600, que representa ações de companhias de 17 países do bloco, também recuava: 2,8%. O índice DAX, que concentra ações alemãs, caía 3,6%, a maior baixa intradia desde junho de 2016. Na Rússia, a bolsa tinha baixa de 2,1%, a maior desde julho.

A bolsa de Madri (Ibex-35) recuava 2,53%, a de Paris (CAC-40), abriu em baixa de 3,05% e a de Frankfurt (DAX-30), em queda de 3,3%.

As commodities permaneciam fracas, com o petróleo e os metais industriais recuando depois que o início de ano otimista dos mercados azedou rapidamente.

Contaminadas pela retração de segunda-feira (5) da Bolsa de Valores de Nova York, as bolsas asiáticas também encerraram em baixa nesta terça (6). O índice Nikkei de Tóquio fechou em queda de 4,73%, maior baixa desde novembro de 2016. O Topix, segundo principal indicador, caiu 4,4%.

Os principais índices acionários da China registraram forte queda, com o índice de Xangai registrando a maior perda em quase dois anos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve queda de 2,94%, enquanto o índice de Xangai caiu 3,38%, a maior queda diária desde fevereiro de 2016.

“O recreio oficialmente acabou, crianças”, disseram analistas do Rabobank ouvidos pela Reuters. “A alta volatilidade dolorosamente lembra alguns investidores que apostas de via única não existem”.

“As movimentações dos preços são claramente direcionadas por fatores técnicos, ligados ao brutal despertar da volatilidade acionária”, disse o chefe de gerenciamento de ativos da JCI Capital Ltd, Alessandro Balsotti. “Estamos sem dúvida em águas não navegadas.”

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