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DOCES E SALGADOS

06/12/2019 08:52 por Redação

Estudo prevê economia mais lenta em dois terços das grandes cidades

Segundo a Oxford Economics, das dez primeiras no ranking por PIB, somente Londres deverá experimentar aceleração em 2020-2021

Entre as 900 principais cidades do mundo, 586 sofrerão um desaquecimento em sua economia em 2020-2021 devido à queda no comércio internacional.

Das dez primeiras no ranking por PIB, apenas Londres deve experimentar uma aceleração (2,1% em 2020-2021, contra 1,5% em 2018-2019). Em Paris, o crescimento será de 1,7%, queda de 0,2 ponto em relação a 2018-2019.

No outro lado do Atlântico, Nova York também não escapará da desaceleração, com uma projeção de crescimento de 1,8% no período, contra 2,2% em 2018-2019. Isto não impedirá a metrópole norte-americana de liderar as projeções para 2035 do ranking do PIB, ao lado de Tóquio, Los Angeles e Londres.

Os dados são do estudo “Cidades Globais”, da Oxford Economics, consultoria britânica sediada em Oxford, a cerca de 90 km de Londres.

Muitas das grandes cidades abrangidas no estudo possuem importantes setores manufatureiros e serão "diretamente afetadas" por esta desaceleração, assinala a AFP. Em alguns casos, o setor manufatureiro é parte importante da economia local, e o desaquecimento impacta mais a cidade do que o país ao qual pertence.

Os economistas citam como exemplos Barcelona, onde a indústria representa 19% da economia local, e Taipé, com 23%.

Mas a queda no setor manufatureiro não é a única explicação para a desaceleração econômica nas grandes cidades, já que a redução do comércio mundial também impacta a demanda por serviços, em particular transportes e seguros.

"Também há impactos indiretos da desaceleração sobre os gastos dos consumidores", através da redução salarial e menor geração de emprego, destaca o estudo.

Em sua análise das dificuldades da indústria, os autores do estudo vão além dos reflexos da tensão comercial entre Estados Unidos e seus principais sócios. Algumas cidades europeias que abrigam importantes fábricas de automóveis estão sofrendo os efeitos das novas regras ambientais, assinalam os investigadores. Também devem se adaptar às preferências dos consumidores, que se voltam cada vez mais para veículos elétricos ou híbridos.

Na América Latina, a instabilidade política afeta a economia dos grandes centros urbanos, sendo Caracas o principal exemplo.

Nos Estados Unidos, a californiana San José, a maior cidade do Vale do Silício, poderá sofrer a maior desaceleração, de 8,6% em 2017 para 3,2% em 2020.

Na Ásia, espera-se que as cidades chinesas desacelerem, mas Xangai, Pequim, Guangzhou e Shenzhen integrarão o top 10 mundial de PIB em 2035. Já na Índia, as maiores cidades apresentarão um franco crescimento.

Ho Chi Minh, no Vietnã, e Phnom Penh, no Camboja, surgem como cidades de melhor desempenho nos próximos dois anos.

"No horizonte 2035, as cidades asiáticas terão superado, no geral, as cidades norte-americanas e europeias", diz o estudo. ‘Quatro cidades chinesas estarãonoo top ten, mas Nova York, Tóquio, Los Angeles e Londres permanecerão as maiores do mundo em PIB”.

Acesse o sumário executivo do estudo aqui (em inglês), mediante preenchimento de rápido cadastro.

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