Home > DOCES E SALGADOS > ONU abre 1ª conferência internacional sobre energia nuclear e mudança climática

DOCES E SALGADOS

08/10/2019 08:38 por Redação

ONU abre 1ª conferência internacional sobre energia nuclear e mudança climática

Evento em Viena discute o aumento do uso dessa matriz energética, segunda fonte de eletricidade com menos emissões, após as hidrelétricas

USINA NUCLEAR MICHIGAN
A mudança climática e a meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa dificilmente serão atingidas sem um aumento no uso de energia nuclear. A afirmação é do diretor-geral interino da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o diplomata romeno Cornel Feruta, que abriu nesta segunda-feira (7) a Conferência Internacional sobre Mudanças Climáticas e o Papel da Energia Nuclear..

O evento, em Viena, na Áustria, é o primeiro deste tipo e conta com 550 representantes de 79 países, organizações internacionais e agências da ONU.

A conferência tem parceria com a Agência de Energia Nuclear (NEA), ligada à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo a ONU News, o objetivo é transformá-la num fórum único para o intercâmbio de informações científicas e discussões objetivas sobre o papel da energia nuclear na mitigação das mudanças climáticas.

De acordo com a AIEA, as usinas nucleares praticamente não emitem dióxido de carbono e outros poluentes. Elas são a segunda fonte de eletricidade com menos emissões, após as hidrelétricas.

Atualmente, 30 países operam 449 reatores de energia nuclear em todo o mundo, gerando 10% da eletricidade e um terço de toda a eletricidade com baixo teor de carbono gerada no planeta. Em termos de prevenção de emissões, isso equivale a tirar 400 milhões de carros das ruas todos os anos.

2050 - A agência Internacional de Energia calcula que cerca de 70% da eletricidade do mundo vem da queima de combustíveis fósseis. Até 2050, prazo para se cumprir a meta do Acordo de Paris de limitar o aumento das temperaturas globais acima dos níveis pré-industriais para bem abaixo de 2°C Celsius, cerca de 80% de toda a eletricidade precisará ser de baixo carbono.

Transição – Para Cornel Feruta, essa transição será um grande desafio. “Os avanços que estão sendo feitos em vários países com relação ao descarte final de resíduos radioativos de alto nível podem ajudar a amenizar as preocupações do público sobre a sustentabilidade da energia nuclear a longo prazo".

Para o presidente da Conferência, o vice-diretor-geral da AIEA, Mikhail Chudakov, "o mundo precisa urgentemente de soluções para as mudanças climáticas." Para o físico russo, Ph.D. em engenharia nuclear, "a energia nuclear já está dando uma contribuição importante e pode desempenhar um papel crescente no futuro."

'
Enviando