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DOCES E SALGADOS

08/11/2019 08:23 por Redação

Indicadores da FGV apontam cenário difícil no mercado de trabalho

Segundo economista, ainda não há uma perspectiva de melhora mais expressiva do emprego

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), da Fundação Getúlio Vargas, subiu 0,1 ponto em outubro, para 93,0 pontos.

O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado. O nível médio histórico (desde 2005) é de 84,2 pontos. Em médias móveis trimestrais, o indicador subiu 0,2 ponto, após recuar nos três meses anteriores.

O tímido aumento do ICD foi influenciado por três das quatro classes de renda familiar:

• Renda mensal até R$ 2.100: +0,3 ponto
• Entre R$ 2.100 e R$ 4.800: +0,2
• Acima de R$ 9.600: +0,5

A queda do ICD foi influenciada pelas as classes de renda familiar mensal entre R$ 2.100.00 e R$ 4.800.00 e entre R$ 4.800.00 e R$ 9.600.00, que recuaram 3,7 e 1,8 pontos, respectivamente.

“A combinação da virtual estabilidade registrada em outubro e a persistência do ICD em patamar elevado, reforça a percepção de que a redução da taxa de desemprego continua ocorrendo de forma lenta e gradual ”, analisa Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

O ICD é construído a partir de dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, do quesito da Sondagem do Consumidor que capta a percepção do entrevistado a respeito da situação presente do mercado de trabalho. Desse modo, o indicador capta puramente a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, sem refletir, por exemplo, a diminuição da procura de emprego motivada por desalento.

Perspectivas

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) caiu 1,3 ponto entre setembro e outubro, para 85,8 pontos menor nível desde maio deste ano e abaixo da média histórica do período iniciado em junho de 2008 (de 86,9 pontos). Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou 0,4 ponto, para 86,6 pontos, após duas altas consecutivas.

Cinco dos sete indicadores contribuíram negativamente para o resultado do IAEmp, com destaque para o Emprego Previsto na Indústria, que caiu 4,0 pontos.

“Depois de tímidos avanços nos meses anteriores, o indicador voltou ao patamar de maio, reforçando a dificuldade de se obter uma reação mais robusta no mercado de trabalho. Para os próximos meses, é possível que o indicador retorne ao caminho ascendente, mas ainda não há uma perspectiva de melhora mais expressiva”, diz Rodolpho Tobler.

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