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11/02/2020 11:26 por Advillage

Mulheres e meninas continuam excluídas de participação plena na ciência

ONU celebra hoje o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência; menos de 30% dos pesquisadores são do sexo feminino

ONU MULHERES CIENCIA
Nos últimos 15 anos, a comunidade global fez um grande esforço para inspirar e envolver mulheres e meninas na ciência. No entanto, elas continuam sendo excluídas de participar plenamente da ciência. O diagnóstico é da Assembleia Geral da ONU, que declarou a data de hoje (11 de fevereiro) como o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência.

“A ciência e a igualdade de gênero são vitais para a consecução das metas de desenvolvimento estabelecidas internacionalmente, incluindo a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, diz a ONU.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lembra que “a ciência é uma disciplina de cooperação”, mas que está sendo “contida por uma lacuna de gênero.” O chefe da ONU destaca que “meninas e meninos têm um bom desempenho em ciências e matemática, mas apenas uma fração das estudantes no ensino superior optam pelas ciências.”

De acordo com a Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), atualmente, menos de 30% dos pesquisadores em todo o mundo são mulheres. A agência observa que apenas cerca de 30% de todas as alunas selecionam no ensino superior áreas relacionadas ao STEM, sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Guterres disse que “para enfrentar os desafios do século 21” é necessário desmantelar estereótipos de gênero. Para ele, isso também significa apoiar carreiras de mulheres cientistas e pesquisadoras.

ONU Mulheres

Em nota, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, afirma que “a ciência e a inovação podem trazer benefícios que mudam a vida, especialmente para aqueles que são os mais deixados para trás, como mulheres e meninas que vivem em áreas remotas, idosos e pessoas com deficiência.”

Mlambo-Ngcuka lembra ainda que “a ciência também será essencial para o trabalho decente e empregos do futuro, inclusive na economia verde, e poderá criar um mercado para as ideias e produtos inovadores das mulheres.”

Para a socióloga sul-africana, é preciso quebrar os estereótipos de gênero que ligam a ciência à masculinidade e expor as gerações jovens a modelos positivos de engenheiras, astronautas e pesquisadores.

Setor privado

A chefe da agência citou a iniciativa os Princípios de Empoderamento da Mulher, que é uma plataforma estratégica da ONU Mulheres para a participação do setor privado. Através do programa, cerca de 500 empresas de tecnologia já se comprometeram a promover a igualdade de gênero e o empoderamento da mulher em suas instituições.

Mlambo-Ngcuka fez um apelo para que empresas de ciência e tecnologia que sigam esses exemplos, e para que a comunidade de investidores direcione seus investimentos para empresas que adotaram esses princípios.

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