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DOCES E SALGADOS

11/09/2019 09:53 por Redação

Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

Categoria quer reajuste salarial com reposição da inflação, luta para impedir perda de benefícios e é contra a privatização da estatal

Os funcionários dos Correios decretaram greve em todo o país, por tempo indeterminado, a partir das 22h desta terça-feira (10). Segundo a Finctect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), houve assembleias em São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Maranhão “e na maioria dos estados do país”.

“A culpa é do governo e da direção da ECT, que se negaram a negociar e querem esfolar a categoria", diz a entidade, em comunicado. “A decisão [pela greve] foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família”.

Além de pressionar pelo acordo coletivo, a categoria protesta contra a privatização dos Correios. “A resistência é uma necessidade, uma tarefa histórica colocada para os trabalhadores e suas entidades representativas frente a um governo entreguista, explorador e autoritário”.

Os trabalhadores dos Correios buscam reajuste salarial pela inflação, de 3,43%, e a manutenção de benefícios, como ter os pais como dependentes no plano de saúde e coparticipação de 30%; continuidade de percentual de férias em 70%; e vales alimentação e refeição.

Os Correios rejeitaram uma mediação feita pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) com funcionários. Segundo a Folha de S. Paulo, foi a primeira vez que uma empresa fechou as portas, de forma unilateral, em negociação capitaneada pela Corte.

Desde abril, o tribunal buscava uma solução para os conflitos entre empresa e trabalhadores. O principal desentendimento está no plano de saúde pago a mães e pais de funcionários, diz o jornal.

A data-base dos funcionários dos Correios é em 1º de agosto. O acordo coletivo foi prorrogado por 30 dias. No dia 30 de agosto, a empresa encaminhou ofício ao TST no qual recusou formalmente a proposta elaborada pela Corte. O acordo 2018-2019 perdeu então a validade nessa data.

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