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DOCES E SALGADOS

12/01/2018 09:01 por Redação

S&P rebaixa Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento

Agência de classificação de risco diz que país “está demorando” para implementar reformas que reduzam os riscos fiscais

A agência norte-americana de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou o Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento, com perspectiva estável. A redução da nota do país foi divulgada ontem (11) à noite. A perspectiva estável indica que a agência deverá esperar pelo menos seis meses para alterar a nota do país.

O grau de investimento representa a garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública. Em comunicado, a S&P diz que o Brasil “está demorando” para implementar as reformas que reduzam os riscos fiscais do país. “Apesar de vários avanços da administração Temer, o Brasil fez progresso mais lento que o esperado em implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e o aumento dos níveis de endividamento”, alegou a agência.

Desde fevereiro de 2016, o Brasil estava enquadrado dois níveis abaixo do grau de investimento. As outras duas principais agências de classificação de risco, Fitch e Moody’s, ainda não alteraram a nota do país e continuam a manter o Brasil dois níveis abaixo.

No fim de dezembro, o ministro Henrique Meirelles fez uma teleconferência com as três principais agências de classificação de risco, e pediu que elas aguardassem a votação da reforma da Previdência, prevista para fevereiro, antes de tomarem qualquer decisão sobre a nota do Brasil.

Em nota divulgada à noite, o Ministério da Fazenda afirma que o governo"continua comprometido"com as medidas de ajuste fiscal e com a reforma da Previdência. “O governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo”, destaca o texto.

Erros

Embora as notas sirvam de parâmetro para credibilidade de governos e de empresas no mercado financeiro, as agências de classificação de risco enfrentam críticas por terem errado nos prognósticos. Antes de 2008, as agências deram notas altas para as operações de venda de créditos imobiliários nos Estados Unidos, que entraram em colapso e desencadearam uma crise econômica global. Em 2013, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu investigação contra a Standard & Poor's por suspeita de fraude na classificação de produtos hipotecários.

Com Agência Brasil

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