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DOCES E SALGADOS

12/01/2018 10:45 por Redação

Angela Merkel e social-democratas avançam em negociações para coalizão

Acerto ainda será submetido à aprovação dos dirigentes dos partidos envolvidos

Ao fim de uma semana de intensas negociações, a chanceler alemã Angela Merkel e os social-democratas do SPD chegaram, na manhã desta sexta-feira (12), a um acordo para iniciar conversas formais para formação de um governo de coalizão, aliviando meses de incertezas que prejudicaram o papel global da Alemanha e levantaram dúvidas sobre o futuro político de Merkel.

O acerto ainda deve submetido, nas próximas horas, à aprovação dos dirigentes dos partidos envolvidos - a aliança conservadora de Merkel, entre a CDU (União Democrata-Cristã) e a CSU (União Social-Cristã), e o SPD.

Mas o acordo para reviver uma “grande coalizão” que governou o país de 2013 até o ano passado precisa ser aprovado por membros do SPD em um congresso marcado para 21 de janeiro, assinala a Reuters. Alguns temem que a nova coalizão com Merkel possa minar a influência do SPD, que teve na eleição de setembro seu pior resultado desde que a República Federal moderna foi fundada, em 1949.

Leia: Ainda há "grandes obstáculos" para coalizão na Alemanha, diz líder social-democrata.

A Alemanha enfrenta um impasse sem precedentes desde setembro, quando a coalizão conservadora venceu as eleições legislativas, mas não obteve maioria para governar. Desde então, também fracassaram os esforços de Merkel na tentativa de encontrar uma aliança entre os liberais do partido FDP e os ecologistas, relata a Rádio França Internacional.

Ao fim das últimas 24 horas de negociações com os social-democratas, um documento divulgado à imprensa indica que a aliança conservadora e o SPD concordaram em limitar o número de refugiados acolhidos pelo país em 2.000 por ano. O texto também indica que eles querem reforçar a zona do euro e a aumentar a contribuição da Alemanha para o orçamento europeu.

As duas partes consentiram em transformar o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (MES) em um fundo monetário europeu, sob o controle do Parlamento. Essa verba poderia se transformar em um orçamento direcionado em investimentos na zona do euro, que ambos desejam reformar.

Resta saber se o acerto vai ser consolidado pelos partidos envolvidos. Em caso de mais um fracasso para formalizar um governo, o país poderá realizar novas eleições ou ter um governo de minoria - pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.

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