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12/06/2019 08:52 por Advillage

Países da UE com políticas digitais robustas já colhem frutos, aponta estudo

Mas especialista alerta: "os Estados-membros precisam equipar os cidadãos com competências digitais adaptadas ao mercado de trabalho moderno”

Os países que estabeleceram metas ambiciosas em consonância com a Estratégia para o Mercado Único Digital da União Europeia apresentam melhor desempenho num período de tempo relativamente curto. Esta é uma das conclusões do Índice de Economia e Sociedade Digital (DESI) 2019, apresentado nesta terça-feira (11) pela Comissão Europeia. “No entanto, a velocidade da transformação digital deve acelerar, para que a UE se mantenha competitiva a nível mundial”, afirma o relatório.

“No final de 2014, quando começamos a elaboração de um plano para o Mercado Único Digital, queríamos construir uma estratégia de longo prazo para estimular o ambiente digital da Europa, minimizar a insegurança jurídica e criar condições justas para todos. Agora que a UE concordou com 28 das 30 propostas legislativas, criando 35 novos direitos e liberdades digitais, a implementação bem-sucedida do Mercado Único Digital pode contribuir significativamente para melhorar ainda mais os resultados nacionais”, diz o vice-presidente para o Mercado Único Digital, Andrus Ansip.

Mas ele alerta: “É urgente implementar novas regras para aumentar a conectividade, a economia de dados e os serviços públicos digitais, bem como ajudar os Estados-membros a equiparem os cidadãos com competências digitais adaptadas ao mercado de trabalho moderno”.

Os valores do DESI nos últimos cinco anos mostram que investimentos direcionados e políticas digitais robustas podem ter um impacto significativo no desempenho de cada país. Como exemplos, a o estudo menciona a implantação de banda larga ultrarrápida na Espanha, da conectividade de banda larga em Chipre, a digitalização de empresas na Irlanda e a oferta de serviços digitais na Letônia e na Lituânia.  

Boa conectividade - A conectividade melhorou, mas continua insuficiente para atender às necessidades de crescimento acelerado, observa o relatório. Os indicadores do DESI mostram que a demanda por banda larga rápida e ultrarrápida está em ascensão, e espera-se que aumente ainda mais nos próximos anos em vista da crescente sofisticação dos serviços de internet e das necessidades de negócios.

Conectividade de pelo menos 100 Mbps está disponível para 60% das residências, e o número de assinaturas de banda larga está aumentando; 20% das residências usam banda larga ultrarrápida, número quatro vezes maior do que em 2014.

A Suécia e Portugal têm a maior aceitação de banda larga ultrarrápida, e Finlândia e Itália são as mais avançadas na implementação do espectro 5G.

Sem habilidade - Mais de um terço dos europeus na força de trabalho ativa não possui habilidades digitais básicas, embora elas sejam requeridas para a maioria dos empregos; apenas 31% possuam habilidades avançadas no uso da internet. Ao mesmo tempo, há uma demanda crescente por habilidades digitais avançadas em toda a economia europeia, com franco aquecimento do trabalho de especialistas em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

De acordo com o relatório, 83% dos europeus navegam na internet pelo menos uma vez por semana (eram 75% em 2014) . Por outro lado, 11% da população da UE nunca esteve online. Em 2014, eram cerca de 18%.

Comércio eletrônico - As empresas estão se tornando mais digitais, mas o comércio eletrônico cresce lentamente. Segundo o estudo, os principais artistas da UE neste domínio são a Irlanda, Holanda, Bélgica e Dinamarca, enquanto Hungria, Romênia, Bulgária e Polónia precisam de recuperar o atraso.

Um número crescente de empresas utiliza serviços em nuvem (18%, contra 11% em 2014) e mídias sociais para se envolver com seus clientes (21%, contra 15% em 2013).

Mulheres - Finlândia, Suécia, Luxemburgo e Dinamarca têm os melhores resultados em relação à participação das mulheres na economia digital. No entanto, a disparidade de gênero persiste na UE no que se refere à utilização da internet e às competências especializadas: apenas 17% dos especialistas em TIC são mulheres, que ganham 19% a menos do que os homens Além disso, apenas 34% dos graduados em “ciência, tecnologia, engenharia e matemática” são mulheres.

Veja mais sobre o DESI aqui (em inglês).

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