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DOCES E SALGADOS

14/01/2020 07:43 por Redação

Irã anuncia prisões relacionadas a derrubada de avião civil; protestos continuam

Abate do Boeing 737-800 da da Ukraine International Airlines, que teria ocorrido de modo não intencional, matou as 176 pessoas a bordo

Autoridades judiciárias do Irã anunciaram nesta terça-feira (14) a prisão de um número não revelado de suspeitos de envolvimento na derrubada de um avião de passageiros ucraniano ocorrida na quarta-feira da semana passada (8). O anúncio ocorre num momento de tensão no Irã, relata a Reuters. Manifestações contra o governo desencadeadas pelo desastre entraram hoje no quarto dia, em meio a forte repressão.

O abate da aeronave da Ukraine International Airlines, em Teerã, que teria ocorrido de forma não intencional, matou todas as 176 pessoas a bordo e gerou um dos maiores desafios aos clérigos islâmicos que controlam o país desde a Revolução Islâmica de 1979.

No sábado (11), após dias negando sua responsabilidade no episódio, o Irã admitiu que abateu o avião durante um estado de alerta horas depois de ter disparado contra bases norte-americanas no Iraque em retaliação à morte do general iraniano Qassim Soleimani, assassinado no aeroporto de Bagdá a mando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O general Amir Ali Hajizadeh, chefe da força aeroespacial da Guarda Revolucionária, disse que um operador do sistema de defesa antiaéreo confundiu o Boeing 737-800 com um míssil de cruzeiro dos EUA, em um momento em que as defesas aéreas do país estavam em alerta máximo, assinala a Deutsche Welle.

A maioria das pessoas a bordo eram iranianas ou tinham dupla cidadania. Canadá, Ucrânia, Reino Unido e outras nações que tinham cidadãos no voo agendaram uma reunião em Londres na quinta-feira (16) para estudar uma possível ação legal contra Teerã.

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, prometeu uma investigação minuciosa do “erro imperdoável” de se abater a aeronave e fez um pronunciamento pela televisão. "O Judiciário deve formar um tribunal especial com um juiz de alto escalão e dezenas de especialistas. O mundo está observando”, disse Rohani. "Não é possível que apenas a pessoa que tenha apertado o botão seja culpada. Há outros, e quero que isso seja explicado com honestidade para o nosso povo”.

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