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DOCES E SALGADOS

17/02/2017 13:34 por Redação

"Um Dia sem Imigrantes" paralisa empresas e serviços nos EUA

Centenas de companhias aderiram ao protesto contra a política migratória de Trump

Centenas de empresas dos Estados Unidos ficaram fechadas em grandes cidades do país nesta quinta-feira (16) e outras trabalharam com capacidade reduzida graças à adesão ao protesto "Um Dia sem Imigrantes" (A Day Without Immigrants).  A iniciativa teve início nas redes sociais para boicotar as políticas migratórias do novo presidente dos EUA, Donald Trump, e se espalhou por todo país. As informações são da Agência Ansa.

Companhias da construção civil, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos não funcionaram para mostrar para o magnata a importância dos imigrantes para a economia do país. Em Nova York, Washington, Boston, Filadélfia e Los Angeles, vários imigrantes abandonaram seus postos de trabalho e se negaram a fazer compras e usar o transporte público, ignorando por um dia a economia norte-americana.

Na capital do país, uma marcha foi realizada até a Casa Branca e diversas ruas ficaram interditadas. Manifestantes carregavam cartazes com as frases "Nenhum ser humano é ilegal" e "Você come comida? Então você precisa de imigrantes".

Diversos imigrantes salvadorenhos, colombianos, indianos e coreanos se uniram à greve para protestar contra as medidas de Trump, que quer acelerar as deportações de imigrantes ilegais e proibir a entrada de refugiados no país. Alguns locais também instalaram cartazes de "fechado por greve geral". Escolas receberam ligações de imigrantes informando que estavam doentes e não iriam às aulas.

Segundo o Escritório do Censo, a população de imigrantes nos EUA cresceu de maneira histórica nos últimos anos. De acordo com os últimos dados, divulgados em 2013, 13% dos habitantes do país nasceram no exterior, o equivalente a mais de 41 milhões de pessoas.

Primeiro hispânico no governo

Também nesta quinta-feira, Trump nomeou o advogado cubano-americano Alexander "Alex" Acosta como secretário do Trabalho. Acostam de 49 anos, é o primeiro hispânico a integrar a equipe do novo governo.

Sua nomeação ocorreu um dia depois da renúncia do empresário Edward Puzder à indicação. Ele desistiu do cargo quando ficou evidente que o Senado rejeitaria seu nome, assinala a Rádio França Internacional.

Formado em direito pela Universidade de Harvard, Acosta foi auxiliar de Samuel Alito, juiz da Suprema Corte. Antes, atuou como advogado de empresas em Washington, onde se especializou em questões trabalhistas. Ele também integra o Conselho de Administração do Century Bank, banco com sede na Flórida e especializado em empréstimos para a comunidade hispânica.

Alex foi incluído duas vezes entre os "50 hispânicos mais influentes dos Estados Unidos", segundo a revista Hispanic Business.

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