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DOCES E SALGADOS

17/02/2020 07:38 por Redação

Greve dos petroleiros entra na terceira semana com 118 unidades afetadas em 13 estados

Na queda de braço com trabalhadores, Petrobras tem apoio do TST e do STF; categoria luta contra fechamento de fábrica no Paraná

A greve nacional dos petroleiros entrou no sábado (15) na terceira semana. Segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros), a paralisação atinge todo o Sistema Petrobras. Balanço da entidade indica que há 118 unidades mobilizadas em 13 estados (Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), entre elas 57 plataformas, 11 refinarias, 24 terminais, sete campos terrestres e sete termelétricas.

No edifício sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, uma comissão permanente de negociação da FUP ocupa há 17 dias uma sala do quarto andar do prédio, cobrando um canal de diálogo com a direção da empresa.

Em Araucária, no Paraná, petroleiros e petroquímicos da Fafen-PR e suas famílias seguem acampados há 27 dias em frente à fábrica. O fechamento da unidade, anunciado pela Petrobras em janeiro, é o principal motivo da greve. As demissões teriam se iniciado na sexta-feira (14), conforme já estava previsto. De acordo com a FUP, o fim da fábrica afetará diretamente cerca de mil famílias.

A FUP está convocando para esta terça-feira (18), uma grande marcha nacional “em defesa do emprego, da Petrobras e do Brasil”. A concentração será a partir das 16h, em frente à sede da Petrobrás, no centro do Rio.

A Petrobras, por sua vez, estaria providenciando a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve.  

Leia também: Toffoli mantém decisão para que 90% dos petroleiros trabalhem na greve.

Caminhoneiros no Porto de Santos

Neste domingo (16), o juiz federal Roberto da Silva Oliveira, da 6ª Vara Federal de Santos (SP), determinou em liminar que o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos (Sindicam) não poderá impedir ou bloquear os acessos terrestres e marítimos aos terminais do Porto de Santos, o maior do país. A decisão estipula multa diária de R$ 200 mil caso haja descumprimento da medida.

No sábado (15), circulou na internet um vídeo em que uma liderança do Sindicam, Alexsandro Viviani, prometia bloquear o acesso ao porto por 24 horas nesta segunda (17), assinala a Folha de S. Paulo. No vídeo, Viviani afirma que o movimento pede o piso mínimo da tabela de frete, a retirada do ICMS dos combustíveis e protesta contra a perda de oito mil postos de] trabalho no porto que seriam causadas, segundo ele, pelo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento da Codesp.

Na decisão, o juiz afirma que uma paralisação inviabilizaria uma operação da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo, que administra o porto), também agendada para esta segunda, relacionada à chegada do navio de bandeira chinesa Kota Pemimpin. Segundo nota da a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não há motivo para preocupação nem tripulante com infecção por coronavírus confirmada.

Segundo a Folha, a Rumo, uma das maiores operadoras logísticas de Santos, também conseguiu neste domingo uma liminar que proíbe “quaisquer atos de turbação ou esbulho sobre toda a área portuária.”. A sentença, assinada pelo juiz de plantão em Santos Vítor Gambassi Pereira, estipula multa de R$ 50 mil por dia caso a decisão não seja cumprida.

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