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DOCES E SALGADOS

17/03/2017 09:58 por Redação

BB é condenado a indenizar cliente por cartão clonado

Sentença de primeiro grau foi confirmada pelo TJMG; além de repor o prejuízo, banco pagará R$ 10 mil por danos morais

O Banco do Brasil deverá indenizar uma cliente em R$ 32.724,00, por danos morais e materiais, por ter se recusado a ressarci-la depois que ela teve o cartão de débito e crédito clonado. A decisão é da 16ª Câmara do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que manteve sentença proferida pela 2ª Vara Cível da Comarca de Montes Claros.

A cliente narrou nos autos que é correntista do banco desde 2008. Em novembro de 2014, ela sacou a quantia de R$ 200 em caixa eletrônico do do BB no interior de um shopping center em Montes Claros, no norte de Minas. Poucos dias depois, ela percebeu movimentações atípicas em sua conta, advindas do Rio de Janeiro. Segundo a consumidora, foi requerido junto ao banco o cancelamento do cartão e o ressarcimento dos gastos. No entanto, a empresa recusou os pedidos, sob o argumento de que as transações haviam sido realizadas com a senha numérica da cliente.

Por causa do ocorrido, a cliente pleiteou na Justiça indenização por danos morais e materiais no valor de R$ 22.724,00.

O Banco do Brasil, por seu lado, sustentou que a cliente havia informado a presença de um homem tentando chamar sua atenção enquanto utilizava o terminal de autoatendimento, possível ocasião em que sua senha numérica foi violada. Alegou, portanto, que a responsabilidade pela clonagem do cartão era da cliente.

Ao analisar o caso na primeira instância, o juiz Richardson Xavier Brant afirmou que o banco deveria comprovar que as transações foram realizadas pela cliente, o que não foi feito. Em contrapartida, a mulher apresentou extratos bancários que acusavam gastos efetuados de forma fraudulenta com o seu cartão magnético.

“A alegação de que a própria cliente declarou que havia uma pessoa tentando chamar sua atenção para tomar conhecimento de sua senha não exime o banco da responsabilidade pelos fatos ocorridos no interior de seu estabelecimento”, afirmou o magistrado. O juiz considerou a responsabilidade objetiva do banco, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, e fixou a indenização por danos morais em R$ 10 mil e a quantia devida por danos materiais em R$ 22.724,00.

Segunda instãncia - O banco recorreu da sentença alegando que a cliente não comprovou o ato ilícito. No TJMG, o relator do processo, desembargador Pedro Aleixo, observou que, em ações judiciais em que o consumidor não reconhece a origem da cobrança, fica a cargo do fornecedor de bens e serviços provar o contrário, já que “não tem como o consumidor comprovar que não contratou os serviços”. Segundo ele, o banco não apresentou a documentação necessária.

 Quanto aos danos morais, o desembargador reiterou que a cliente “foi submetida a uma situação de imenso transtorno, não só pelo considerável prejuízo causado, mas também pelo procedimento do banco réu quando acionado para solucionar a questão”. Assim, o magistrado manteve a decisão de primeira instância, no que foi acompanhado por seus pares.

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