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DOCES E SALGADOS

19/05/2017 08:40 por Redação

Crise impede votação das reformas, dizem relatores

Deputado Arthur Maia e senador Ricardo Ferraço concordam que não há espaço nem clima para votar os projetos

A crise envolvendo o presidente Michel Temer impactou a agenda do governo para as reformas trabalhista e da Previdência e Trabalhista. O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, a chamada PEC da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), disse ontem (18) que “não há espaço” para avançar no tema.

A PEC está em tramitação na Câmara dos Deputados, e o governo estava articulando para conseguir os 308 votos necessários para aprová-la no fim de maio ou o início de junho. “Passamos a viver um cenário crítico, de incertezas desde quarta-feira”, afirmou Maia, referindo-se ao vazamento da delação premiada dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista.

“Certamente, não há espaço para avançarmos com a reforma da Previdência no Congresso Nacional nessas circunstâncias”, ressalta o deputado. “É hora de arrumar a casa, esclarecer os fatos obscuros, responder com verdade a todas as dúvidas do povo brasileiro, punindo quem quer que seja, mostrando que vivemos em um país em que a lei vale para todos.”

Mais cedo, o relator da reforma trabalhista no Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), também dissera que não há mais clima para votação do projeto. Em nota, Ferraço destacou que a crise institucional é tão grave que a reforma trabalhista se tornou “secundária”.

Ferraço, que é o relator da reforma trabalhista nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, previa a votação do texto no plenário da Casa entre os dias 12 e 15 de junho. “Na condição de relator do projeto, anuncio que o calendário de discussões está suspenso. Não há como desconhecer um tema complexo como o trazido pela crise institucional. Todo o resto agora é secundário”, diz o senador, na nota.

Com Agência Brasil

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