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DOCES E SALGADOS

20/08/2019 08:46 por Redação

Livre circulação de europeus acabará após o Brexit, diz governo britânico

Declaração mostra um endurecimento da gestão do primeiro-ministro Boris Johnson em relação o que defendia sua antecessora

O governo do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, sinalizou nesta segunda-feira (19) a livre circulação de europeus no Reino Unido acabará no dia 31 de outubro em caso de um Brexit sem acordo".

"Vamos reintroduzir imediatamente regras mais rígidas em termos de criminalidade para as pessoas que entrarem no Reino Unido", indicou uma porta-voz de Downing Street citada pela Rádio França Internacional.

O anúncio demonstra um endurecimento em comparação com a posição da ex-premiê Theresa May. Substituída por Johnson em 24 de julho, ela defendia um período de transição, inclusive no caso de uma separação brutal com a União Europeia, para permitir que os cidadãos europeus continuassem viajando, trabalhando e estudando no Reino Unido sem necessidade de trâmites.

A associação The3million, que defende os interesses de 3,6 milhões de cidadãos europeus residentes no Reino Unido, reagiu ao anúncio, afirmando no Twitter que a decisão "é irresponsável e abre a porta para uma discriminação generalizada".

A livre circulação de pessoas permite aos cidadãos da UE viajar e viver livremente em qualquer país-membro. É uma das quatro liberdades fundamentais do bloco, juntamente com a livre circulação de capitais, bens e serviços.

Pressão sobre a UE

O primeiro-ministro britânico também fez um apelo nesta segunda-feira para que a Alemanha e a França “abram caminho para um compromisso sobre o Brexit”. “Claro que nossos amigos e parceiros estão um pouco reticentes quanto a mudar de atitude. Pois bem. Estou convencido de que eles vão fazer isso”, disse Johnson. “Eles viram que o Parlamento britânico rejeitou três vezes o acordo, que o ‘backstop’ não funciona, que não é democrático”, afirmou, referindo-se ao dispositivo que visa garantir que não haverá uma fronteira rígida entre as duas Irlandas, mesmo que União Europeia e Reino Unido não alcancem um acordo em temas comerciais e de segurança.

Em Bruxelas, a Comissão Europeia estima, no entanto, que Londres teria muito mais a perder. De acordo com um relatório governamental sobre as consequências de um Brexit sem acordo, publicado no domingo (18) pelo Sunday Times, o Reino Unido poderia se confrontar com falta de alimentos, gasolina e medicamentos em decorrência do bloqueio dos portos e com uma fronteira física na Irlanda.

Boris Johnson tem encontros agendados nesta semana com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel (na quarta) e com o presidente da França, Emmanuel Macron (na quinta).

Leia mais: Governo britânico avança em direção a um Brexit sem acordo.

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