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20/08/2019 10:42 por Advillage

Sequestrador de Washington Olivetto é extraditado para o Chile

Maurício Norambuena passou 16 anos preso no Brasil; governo chileno aceitou comutar sua pena ao limite brasileiro de 30 anos

O chileno Maurício Hernández Norambuena foi extraditado hoje (20) ao seu país, após 16 anos preso no Brasil por participar do sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2001.

Na última quinta-feira (15), Norambuena, hoje com 61 anos, foi transferido da penitenciária de Avaré, no interior paulista, para a Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, onde aguardava os trâmites para sua transferência ao Chile.

A extradição foi possível após o governo chileno se comprometer formalmente a não submeter Norambuena à prisão perpétua, respeitando uma decisão do Supremo Tribunal Federal de 2004, assinala a Agência Brasil. Na época, a Corte brasileira autorizou a extradição do sequestrador com algumas ressalvas a serem cumpridas pelo governo do país vizinho. Entre elas, o compromisso de substituir as duas penas de prisão perpétua às quais Norambuena foi condenado em seu país por, no máximo, 30 anos de reclusão. Os ministros determinaram a substituição da pena porque a Constituição Brasileira não permite prisão perpétua para o crime de sequestro.

Conhecido como Capitão Ramiro, o ex-integrante da FPMR (Frente Patriótica Manuel Rodríguez) foi condenado à prisão perpétua no Chile por ter participado do assassinato do senador Jaime Guzmán, em abril de 1991, e do sequestro de Cristián Del Rio, filho do dono do jornal El Mercúrio, em setembro do mesmo ano. No julgamento, foi condenado pelos crimes de homicídio, formação de quadrilha e extorsão mediante sequestro.

No Brasil, a participação no sequestro de Olivetto lhe rendeu a pena de 30 anos de prisão imposta pela Justiça de São Paulo. O publicitário, que na época era dono da agência W/Brasil, passou 53 dias em um cativeiro na capital paulista, até ser localizado e libertado pela polícia. O grupo que o sequestrou exigiu um resgate de R$ 10 milhões, que não foi pago.

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