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DOCES E SALGADOS

24/03/2020 12:23 por Redação

Hospitais formam aliança para pesquisar tratamento de pacientes com coronavírus

Albert Einstein, Sírio Libanês, HCor e BRICNet lideram a Coalizão COVID Brasil, que envolverá até 60 hospitais de todo o país

O Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital do Coração de São Paulo, o Hospital Sírio Libanês e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet) formaram uma aliança para pesquisas sobre a eficácia e segurança de medicamentos para pacientes com infecção pelo novo coronavírus (Covid-19). A farmacêutica EMS apoia as pesquisas fornecendo os medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina. Segundo o portal Hospitais Brasil, o Ministério da Saúde é parceiro do projeto.

A iniciativa, chamada de Coalizão COVID Brasil, contará com 40 a 60 hospitais de todo o país para realizar três pesquisas. A primeira, Coalizão I, envolverá pacientes de menor gravidade internados por COVID-19. Nestes pacientes será avaliado se a hidroxicloroquina é eficaz em melhorar o quadro respiratório. Também será avaliado se adicionar o medicamento azitromicina, que pode potencializar a ação da hidroxicloroquina, terá efeito benéfico adicional. Serão incluídos nesta primeira fase 630 pacientes.

A segunda pesquisa, Coalizão II, envolverá casos mais graves, que necessitam de maior suporte respiratório. Nesta, todos os pacientes receberão o medicamento hidroxicloroquina, com o objetivo de verificar se a azitromicina tem efeito benéfico adicional, com potencial de melhorar os problemas respiratórios causados pelo novo coronavírus. Os centros participantes são os mesmos e serão incluídos em torno de 440 pacientes.

O terceiro estudo, Coalizão III, avaliará a efetividade da dexametasona, uma medicação com ação anti-inflamatória, para pacientes com insuficiência respiratória grave, que necessitam de suporte de aparelhos (ventilador mecânico) para respirar. Nesta pesquisa serão incluídos 284 pacientes.

Todos os estudos serão liderados de forma simultânea pelo HCor, Albert Einstein, Sírio Libanês e a BRICNet. O objetivo é que os resultados, que deverão estar disponíveis em 60 a 90 dias, permitam a definição do melhor tratamento aos pacientes com a Covid-19 no Brasil.

Hidroxicloroquina

Diante da possibilidade de o Poder Judiciário ser acionado para a liberação do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou estudo técnico elaborado pelo Hospital Sírio-Libanês a respeito da substância.

De acordo com o documento, a eficácia e a segurança dos medicamentos em pacientes com Covid-19 são incertas e seu uso de rotina para essa situação não pode ser recomendado até que os resultados dos estudos em andamento possam avaliar seus efeitos de modo apropriado.

O Ministério da Saúde validou o medicamento e autorizou o seu uso, mas apenas para pacientes em estado grave, uma vez que ainda não há evidências consolidadas que sustentem a aplicação da substância de forma indiscriminada, mas somente nos casos em que não haja alternativa.

O parecer do Sírio-Libanês destaca, ainda, que “a falta deste medicamento para pacientes portadores de doenças para as quais a hidroxicloroquina está formalmente indicada – incluindo doenças crônicas autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide – já é uma realidade”.

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