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DOCES E SALGADOS

25/03/2020 14:32 por Redação

ONU lança plano de resposta humanitária de US$ 2 bilhões contra o coronavírus

Plano contempla 51 países mais vulneráveis na América do Sul, África, Oriente Médio e Ásia

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou nesta quarta-feira (25) um plano de resposta humanitária global de US$ 2 bilhões para lutar contra o novo coronavírus (Covid-19) nos países mais vulneráveis. O plano contempla 51 países na América do Sul, África, Oriente Médio e Ásia.

A ONU assinala que o Covid-19 já matou mais de 16 mil pessoas em todo o mundo e há aproximadamente 400 mil casos registrados. Ele está presente em todo o planeta e agora está alcançando países que já enfrentam crises humanitárias provocadas por conflito, desastres naturais e mudanças climáticas.

O Plano de Resposta será implementado pelas agências da ONU em conjunto com ONGs. Os objetivos são:

• Entregar equipamento laboratorial essencial para testes do vírus e suprimentos médicos para tratamento das pessoas;
• Instalar estações para lavagem das mãos em acampamentos e assentamentos;
• Lançar campanhas de informação pública sobre como se proteger e proteger aos outros do vírus;
• Estabelecer pontes aéreas e “hubs” na África, Ásia e América Latina para levar trabalhadores humanitários e suprimentos onde for mais necessário.

O secretário-geral da ONU afirmou que o coronavírus é uma ameaça para toda a humanidade e por isso “toda a humanidade deve reagir”. “As respostas individuais de cada país não serão suficientes. Devemos ajudar os mais vulneráveis, milhões e milhões de pessoas que são menos capazes de se proteger. Esta é uma questão básica de solidariedade humana. Também é crucial para combater o vírus”, alertou Guterres.

Áreas de guerra - O subsecretário-geral de Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, lembrou que o novo coronavírus já destruiu vidas em alguns dos países mais ricos e agora está atingindo lugares onde as pessoas vivem em áreas de guerra, onde não há fácil acesso a água limpa e sabão e onde não há expectativa de leito hospitalar se ficarem criticamente doentes. “Deixar os países mais pobres e vulneráveis á própria sorte seria cruel e insensato. Se deixarmos o coronavírus se espalhar livremente nestes países, colocaremos milhões em risco, com regiões inteiras mergulhadas no caos e o vírus terá a oportunidade de circular novamente ao redor do planeta”, afirmou.

“Nossa prioridade é ajudar estes países a se preparar e continuar a ajudar milhões que dependem da assistência humanitária da ONU para sobreviver. Adequadamente financiada, nossa resposta global irá equipar organizações humanitárias com ferramentas para lutar contra o vírus, salvar vidas e ajudar a conter o avanço do Covid-19 em todo o mundo”, afirmou.

OMS - O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que o vírus agora está chegando a países com sistemas de saúde frágeis, incluindo alguns que já estão enfrentando crises humanitárias. “Estes países precisam do nosso apoio – não só por solidariedade, mas também para nos proteger e ajudar a acabar com esta pandemia. Ao mesmo tempo, não podemos lutar contra a pandemia às custas de outras emergências de saúde humanitária”, pediu o dirigente.

Crianças - A diretora executiva do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância, Henrietta Fore, lembrou que há crianças entre as vítimas da pandemia do novo coronavírus e que o fechamento de escolas está afetando a educação, a saúde mental e o acesso a serviços de saúde básicos. Por conta disso, ela alertou que os riscos de exploração e abuso são maiores do que nunca, tanto para meninos quanto para meninas. “Para crianças em trânsito ou vivendo em conflito, as consequências serão diferentes de tudo o que já tivermos visto. Não podemos deixá-las de lado”, avisou.

Os estados-membros foram alertados de que qualquer desvio de financiamento de operações humanitárias existentes poderia criar um ambiente onde cólera, sarampo e meningite poderiam proliferar e no qual mais crianças ficariam desnutridas e onde extremistas poderiam assumir o controle – um solo fértil para o avanço do coronavírus.

O Plano de Resposta Humanitária Global do Covid-19 será coordenado pelo Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e está disponível aqui. 

Ele reúne necessidades da OMS, FAO (Organizacão das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, OIM (Organização Internacional para Migração, Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), UNFPA (Fundo das Nações Unidas para População), ONU Habitat, Acnur (Agência da ONU para Refugiados), Unicef e WFP (Programa Mundial de Alimentos).

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