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DOCES E SALGADOS

26/01/2018 11:05 por Redação

Perspectivas de curto prazo puxam alta da confiança dos empresários da construção

Índice da FGV subiu 1,5 ponto em janeiro e atingiu maior patamar em três anos

O Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,5 ponto em janeiro, para 82,6 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015 (85,4 pontos).

O resultado deveu-se exclusivamente às perspectivas de curto prazo do empresariado: o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 3,3 pontos, atingindo 95,9 pontos. Os dois quesitos que compõem o subíndice cresceram, com destaque para o indicador que mede o otimismo com a situação dos negócios nos seis meses seguintes, que variou 5,0 pontos na margem, para 98,2 pontos.

“A alta da confiança dos empresários da Construção em janeiro pode ser vista como uma promissora indicação do desempenho setorial nos próximos meses. Ela traz indícios, por exemplo, de retomada da atividade nos últimos meses. Mas é especialmente a evolução do indicador de emprego previsto que traduz bem a melhora do ambiente setorial presente e o avanço do otimismo em relação ao futuro”, diz Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

“Por outro lado, para deixar claro que a retomada continua lenta, o indicador que capta a percepção em relação à carteira de contratos caiu na comparação com o mês anterior e está a poucos pontos de distância do patamar observado no ano passado”, acrescenta a economista.

Após sete alta consecutivas, o Índice da Situação Atual (ISA-CST) recuou em janeiro de 2018 ao variar 0,2 ponto, ficando em 69,9 pontos. A maior contribuição para a queda foi dada pelo indicador de percepção em relação à carteira de contratos, que caiu 0,5 ponto, para 66,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor subiu 2,2 pontos percentuais (p.p.), atingindo 66,2%. Os indicadores desagregados para Mão de Obra e Máquinas e Equipamentos também subiram: 2,2 p.p. e 1,9 ponto percentual, respectivamente.

O aumento da confiança na recuperação da demanda setorial deve começar a se refletir positivamente no emprego. Pelo menos é o que sugere a Sondagem de janeiro. A proporção de empresas relatando diminuição do quadro de pessoal nos meses seguintes passou de 26,2%, em dezembro, para 18,8%, em janeiro; enquanto isso, a parcela das que reportaram projeção de aumento passou de 14,2% para 18,3%. Assim, o saldo chegou ao melhor patamar desde agosto de 2014 (2,8 pontos).

“Por ser um setor tão intensivo em mão de obra, este é um sinal inequívoco de melhora do ambiente de negócios das empresas” observou Ana Castelo.

A edição de janeiro do ICST coletou informações de 683 empresas entre os dias 2 e 24 deste mês.

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