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DOCES E SALGADOS

26/01/2018 11:52 por Redação

Em 2017, transações correntes tiveram déficit de US$ 9,8 bilhões

Rombo em 12 meses é equivalente a 0,48% do PIB; em dezembro, o saldo ficou negativo em US$ 4,3 bilhões

Em dezembro de 2017, as transações correntes apresentaram déficit de US$ 4,3 bilhões, acumulando, no ano, um rombo de US$ 9,8 bilhões, equivalentes a 0,48% do Produto Interno Bruto. Os dados são da Nota do Setor Externo divulgada nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central.

Na conta financeira, o ingresso líquido de investimentos diretos no país somou US$ 5,4 bilhões em dezembro, totalizando US$ 70,3 bilhões no ano, ou 3,42% do PIB.

A conta de serviços registrou déficit de US$ 3,7 bilhões em dezembro, 8,7% acima do registrado em dezembro/16. No ano, o saldo negativo cresceu 11,2% A despesa líquida com viagens internacionais totalizou US$ 1,1 bilhão, 19,4% superior à de dezembro de 2016, resultado de gastos de residentes no Brasil em viagens ao exterior 16,7% maiores, sobrepujando o aumento de 11,1% das receitas auferidas em viagens ao país. No ano, as despesas líquidas de viagens internacionais atingiram US$ 13,2 bilhões, expansão de 55,7% sobre 2016. A despesa líquida de aluguel de equipamentos apresentou recuou 12,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior e 13,8% no ano, para US$ 16,8 bilhões, em direção oposta aos demais serviços.

A despesa líquida na conta de renda primária atingiu US$ 5,9 bilhões no mês, queda de 16% em relação a dezembro/16, e US$ 42,6 bilhões no ano, incremento de 4,6%. A despesa líquida com juros alcançou US$ 2,2 bilhões no mês, 30,7% abaixo do ocorrido em período correspondente do ano anterior, e apresentou estabilidade na comparação anual. A despesa líquida de lucros e dividendos totalizou US$3,7 bilhões no mês, 3,9% menor quando comparada à observada em dezembro de 2016. No ano, a contração das receitas de lucros, e crescimento das despesas, determinaram expansão de 8,2% do fluxo líquido.

Os investimentos diretos no exterior resultaram na aplicação líquida de US$3,4 bilhões no mês, totalizando US$6,3 bilhões no ano de 2017, ante US$12,8 bilhões ocorridos em 2016.

Em dezembro, o ingresso líquido de investimento direto no país (IDP) atingiu US$5,4 bilhões, composto por ingresso de US$ 8,6 bilhões em participação no capital, e amortização líquida de US$ 3,2 bilhões em operações intercompanhia. No ano de 2017 o ingresso líquido de IDP somou US$ 70,3 bilhões, 10,1% abaixo do ocorrido em 2016.

Reservas internacionais - Em dezembro, as reservas internacionais no conceito liquidez totalizaram US$ 374,0 bilhões no conceito caixa, redução de US$ 7,1 bilhões em relação ao mês anterior. O recuo deveu-se à concessão líquida de US$ 8 bilhões em linhas com recompra, e à variação de preço dos ativos da carteira, US$524 milhões. A receita de remuneração das reservas somou US$ 348 milhões no mês, as variações por paridades contribuíram para elevar o estoque em US$ 913 milhões. No conceito liquidez, incluindo ativos decorrentes de operações de linhas com recompra, o estoque de reservas atingiu US$ 382,0 bilhões em dezembro, redução de US$ 916 milhões em relação ao mês anterior.

Dívida externa - A posição da dívida externa bruta estimada para dezembro de 2017 totalizou US$309,5 bilhões, redução de US$ 8,9 bilhões em relação ao montante apurado para a posição de setembro de 2017. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$258,4 bilhões, redução de US$6,8 bilhões, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$ 51,1 bilhões, redução de US$ 2 bilhões, no mesmo período.

A variação da dívida externa de longo prazo nesse período, decorreu, basicamente, da variação cambial, que contribuiu para reduzir o estoque em US$ 7,1 bilhões. Quanto à evolução da dívida externa de curto prazo, destacaram-se as amortizações líquidas de empréstimos tomados pelo setor financeiro, US$ 2,5 bilhões.

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