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DOCES E SALGADOS

27/06/2019 08:58 por Redação

Nível de atividade e emprego sugerem leve reação no setor de construção

Indústria da construção permanece fraca, mas melhoram as expectativas sobre o desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses

A indústria da construção permanece com níveis baixos de produção, mas há uma leve sinalização de melhora por parte de alguns indicadores de produção e expectativas. É precoce falar em recuperação, mas os números passam a traçar um cenário menos negativo do que se delineava no início deste ano.

Depois de cinco meses consecutivos de queda, a confiança na indústria da construção melhorou em junho. O Índice de Confiança do Empresário da Construção (ICEI-Construção) subiu para 57 pontos, segundo a Sondagem Indústria da Construção divulgada pela Confederação Nacional da Indústria. Com a alta de 1,2 ponto em relação a maio, o índice está 3,7 pontos acima da média histórica, que é de 53,3 pontos.

Os indicadores de confiança variam de zero a cem pontos. Quando estão acima de 50 pontos, mostram que os empresários estão confiantes. 

De acordo com a pesquisa, o aumento do otimismo é resultado, especialmente, da melhora das perspectivas dos empresários em relação ao desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses. O índice de expectativas subiu 1,3 ponto em relação a maio e alcançou 62,5 pontos.

Todos os indicadores de expectativa aumentaram em relação a maio e ficaram acima dos 50 pontos. Isso confirma que os empresários do setor esperam o crescimento do nível de atividade, dos novos empreendimentos e serviços, das compras de insumos e matérias-primas e do número de empregados nos próximos seis meses. O indicador de expectativa de nível de atividade subiu para 54,4 pontos. Os índices de expectativas de novos empreendimentos e serviços, de compra de insumos e matérias-primas e de número de empregados aumentaram para 52,9 pontos.

O índice de percepção sobre as condições atuais aumentou 1 ponto frente a maio e ficou em 46 pontos em junho, ainda abaixo da linha divisória dos 50 pontos, mostrando que os empresários continuam pessimistas em relação à situação atual dos negócios e da economia. 

Os empresários ainda estão pouco dispostos a fazer investimentos. O índice de intenção de investimentos se manteve em 33 pontos, praticamente igual ao de maio. O valor é 0,7 ponto abaixo da média histórica, que é de 33,7 pontos. O índice varia de zero a cem pontos e quanto maior o valor, maior é a disposição para o investimento. 

A pesquisa foi realizada entre 3 de 12 de junho, junto a 497 empresas, sendo 174 pequenas, 215 médias e 108 grandes.

Veja o relatório da CNI aqui.

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