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DOCES E SALGADOS

28/11/2019 09:14 por Redação

Expectativa de vida do brasileiro ao nascer subiu para 76,3 anos em 2018

Houve aumento de três meses e 4 dias em relação a 2017; veja a tábua completa de mortalidade do IBGE

A expectativa de vida dos brasileiros aumentou em 3 meses e 4 dias, de 2017 para 2018, alcançando 76,3 anos. São 30,8 anos a mais em relação a 1940. Os dados são das Tábuas Completas de Mortalidade, divulgadas hoje (28) pelo IBGE.

Para os homens, a expectativa de vida ao nascer ficou em 72,8 anos em 2018. Para as mulheres, espera-se maior longevidade: 79,9 anos.

Essa diferença, chamada de “sobremortalidade masculina”, é mais acentuada conforme a faixa etária. Um homem de 20 a 24 anos tinha, em 2018, 4,5 vezes menos chances de chegar aos 25 anos do que uma mulher.

“Esse fenômeno pode ser explicado por causas externas, não naturais, que atingem com maior intensidade a população masculina”, explica o pesquisador Márcio Minamiguchi, do IBGE, ressaltando que, em 1940, não havia essa discrepância evidente entre os sexos nos grupos mais jovens. “A partir de meados da década de 1980 as mortes associadas às causas externas passaram a desempenhar um papel de destaque. É um fenômeno proveniente da urbanização e inclui homicídios, acidentes de trânsito e quedas acidentais, entre outros”.

Para ambos os sexos a maior esperança de vida ao nascer foi observada em Santa Catarina: 79,7 anos. Outros estados com valores elevados, acima dos 78 anos, são o Espírito Santo, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

No outro extremo estão o Maranhão (71,1 anos), e o Piauí (71,4 anos). Ou seja, uma criança nascida no Maranhão, conforme a taxa de mortalidade observada em 2018, esperaria viver em média 8,6 anos a menos que uma criança nascida em Santa Catarina.

O IBGE ressalta que a expectativa de vida muda conforme o ano de nascimento da pessoa e o sexo. Por exemplo, quem está com 30 anos agora terá um tempo médio de vida diferente de quem acabou de nascer, é a chamada projeção de sobrevida.

• Aos 30 anos: sobrevida de 48,7 anos (ou seja, expectativa de vida de 78,7 anos)
• Aos 40 anos: +39,5 anos (79,5 anos)
• Aos 50 anos: +30,7 anos (80,7 anos)
• Aos 60 anos: +22,6 anos (82,6 anos)
• Aos 70 anos: +15,3 anos (85,3 anos)
• Aos 80 anos ou mais: +9,6 anos (89,6 anos ou mais)

Mortalidade infantil

A pesquisa mostrou também que as taxas de mortalidade infantil mantiveram a tendência de queda. O número de mortes antes de completar 1 ano de idade caiu de 12,8 a cada mil nascidos vivos em 2017 para 12,4 por mil em 2018. Já até os 5 anos de idade, o índice declinou 3,4%, de 14,9 por mil para 14,4 por mil.

“A mortalidade infantil tem causas normalmente evitáveis e, principalmente nesses primeiros anos de vida, está muito relacionada às condições em que a criança vive. Conforme melhoram as condições de saneamento básico da população e o acesso a vacinas e atendimentos de saúde, diminuem os índices de morte infantil. Se conseguirmos reduzir a taxa atual pela metade, isso significará menos 15 a 20 mil mortes de crianças por ano”, comenta Márcio Minamiguchi.

Quanto aos estados, a menor taxa de mortalidade infantil foi encontrada no Espírito Santo: 8,1 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos. Já a maior foi a do Amapá, com 22,8 por mil.

A mortalidade das crianças menores de 1 ano é um importante indicador da condição de vida socioeconômica de uma região. As taxas no Brasil estão melhorando gradativamente, mas ainda estão longe das encontradas nos países mais desenvolvidos do mundo, mesmo nos estados do Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, que têm índices abaixo de 10 por mil. Japão e Finlândia, por exemplo, possuem taxas abaixo de 2 por mil. Dentre os países que compõem os Brics, o Brasil está mais próximo da China, que tem mortalidade infantil de 9,9 por mil.

IBGE MORTALIDADE INFANTIL
Acesse o estudo do IBGE aqui.

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