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30/10/2019 12:26 por Redação

Há espaço para estímulo fiscal no mundo?

Expansão monetária adicional e ampliação dos gastos do governo são instrumentos limitados

Ariana Zerbinatti, Fabiana D’Atri*

No contexto de desaceleração da economia mundial e de inflação baixa, tem se discutido o afrouxamento das políticas monetária e fiscal para atenuar essa perda de tração da atividade global.A maioria dos países, inclusive, já iniciou um ciclo de corte de taxas de juros. Entretanto, o espaço para expansão monetária adicional e ampliação dos gastos do governo é limitado, dado que os juros estão em patamares baixos nas economias desenvolvidas e há diversos países que apresentam trajetória de elevação da dívida pública.

De um modo geral, ainda há certo espaço para afrouxamento monetário, principalmente nas economias emergentes, ao passo que o espaço para expansão da política fiscal é bastante limitado.A situação atual das contas públicas de muitos países, por sua vez, é resultado dos fortes estímulos adotados na última década, como forma de reduzir em duração e magnitude os efeitos negativos da crise iniciada em 2008.

Apesar do aumento do endividamento em alguns países, há propostas que sugerem expansão fiscal mesmo diante dessa situação em função do reduzido custo de emissão de dívida nos países desenvolvidos.O argumento que se segue é que a queda de juros no mundo é estrutural, derivada mais de alterações demográficas, novas preferências das famílias e novas tecnologias do que da fraqueza econômica. Como consequência, o risco de uma expansão fiscal é limitado pois o serviço da dívida se manteria reduzido e os juros não se elevariam em função do maior risco de crédito associado a dívidas maiores.

Há limites para uma política mais acomodatícia no mundo, especialmente no campo fiscal, que poderia ter um efeito maior e mais imediato no PIB global.Nesse sentido, a política monetária deve seguir expansionista nas principais economias, atenuando parcialmente os efeitos das incertezas sobre a atividade mundial, que começou a se disseminar para o setor de serviços (que representa parcela maior do PIB).

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* Ariana Zerbinatti e Fabiana D’Atri são economistas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

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