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DOCES E SALGADOS

29/11/2019 12:02 por Redação

Alta da informalidade ajuda a baixar taxa de desemprego

Pnad Contínua apurada pelo IBGE cai a 11,6% no trimestre até outubro

A quantidade de pessoas que trabalham por conta própria e sem carteira assinada no Brasil renovou o recorde histórico e ajudou a baixar a taxa de desemprego para o menor nível do ano no trimestre encerrado em outubro, dando continuidade à lenta recuperação do mercado de trabalho no país marcada pela informalidade. A taxa de desemprego apurada pela Pnad Contínua foi a 11,6% nos três meses até outubro, frente a 11,8% até setembro, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em linha com as expectativas.

 “O que vemos é uma estabilidade com trajetória de redução marcada pela informalidade”, explica Adriana Beringuy, aanlista do IBGE à Reuters. Ela destaca a falta de qualidade na geração de vagas que vem sendo a característica do mercado de trabalho brasileiro e prejudica o ritmo de crescimento do país.

O total de pessoas ocupadas no trimestre até outubro chegou a 94,055 milhões, de 93,801 milhões até setembro e 92,619 milhões no ano anterior. Já o número de desempregados no Brasil caiu a 12,367 milhões, de 12,515 milhões no trimestre até setembro e 12,309 milhões no ano anterior.

A informalidade marcou novamente a abertura de vagas, com os empregados sem carteira no setor privado chegando a novo recorde da pesquisa de 11,852 milhões, de 11,838 milhões entre julho e setembro.

Os trabalhadores com carteira assinada chegaram a 33,206 milhões entre agosto e outubro, de 33,075 milhões nos três meses até setembro.

O contingente de trabalhadores por conta própria chegou a 24,446 milhões no trimestre até outubro, contra 24,434 milhões nos três meses até setembro, também atingindo recorde.

Nos três meses até outubro, o rendimento médio do trabalhador chegou a R$ 2.317, de R$ 2.299 entre julho e setembro e 2.298 reais no mesmo período de 2018.

Em outubro, o Brasil registrou criação líquida de 70.852 vagas formais de emprego, segundo dados do Ministério da Economia, num resultado abaixo do esperado mas que marcou o sétimo mês seguido no azul.

Com informações da Reuters. 

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