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DOCES E SALGADOS

11/09/2019 16:41 por Redação

Após nove meses no cargo, Marcos Cintra deixa o comando da Receita Federal

Secretário foi demitido pelo ministro Paulo Guedes um dia após a divulgação de estudos sobre a "nova CPMF"

O ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu demitir o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que ocupava o cargo desde o início governo de Jair Bolsonaro.

Segundo o site da Folha de S. Paulo, o motivo da queda foi a divulgação antecipada de estudos para uma reforma tributária, incluindo a cobrança de uma taxação nos moldes da antiga CPMF. Marcos Cintra, economista e político de 74 anos, é entusiasta da implementação de um “imposto único” no país e vinha defendendo a “nova CPMF”

O Ministério da Economia confirmou a notícia em comunicado:

“O Ministério da Economia comunica o pedido de exoneração do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra. Esclarece ainda que não há um projeto de reforma tributária finalizado. A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento. A proposta somente será divulgada depois do aval do ministro Paulo Guedes e do presidente da República, Jair Bolsonaro. O ministro Paulo Guedes agradece ao secretário Marcos Cintra pelos serviços prestados. O auditor fiscal José de Assis Ferraz Neto assume interinamente o cargo".

A CPMF nos moldes sonhados por Guedes foi revelada nesta terça-feira (10), num fórum em Brasília, pelo secretário adjunto da Receita, Marcelo Silva. O governo planeja que saques e depósitos em dinheiro sejam taxados com uma alíquota inicial de 0,4%. Para pagamentos no débito e no crédito, a alíquota inicial estudada é de 0,2% (para cada lado da operação, pagador e recebedor).

Nascida em 1997 para, supostamente, bancar a saúde, a CPMF serviu, de fato, para custear gasto corrente. Agora, viria para desonerar parte da contribuição das pessoas jurídicas ao INSS e gerar empregos. Acredite quem quiser.

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