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DOCES E SALGADOS

29/11/2019 13:51 por Redação

Raízen, Ultrapar, Sinopec e Mubadala estariam no páreo pelas refinarias da Petrobras

Definição da disputa da 2ª fase do processo foi divulgada pela Reuters em primeira mão

A Petrobras selecionou a chinesa Sinopec, a companhia investidora de Abu Dhabi Mubadala Investment e as empresas brasileiras Ultrapar Participações e Raízen para a segunda fase do processo de venda de quatro refinarias, de acordo com quatro pessoas com conhecimento do assunto. As informações foram divulgadas com exclsuividade pela Reuters. 

A petroleira brasileira recebeu as ofertas não vinculantes no início de novembro para o primeiro bloco de refinarias que planeja vender. A empresa selecionou os grupos autorizados a entrar na segunda rodada da semana passada, acrescentaram as fontes, pedindo anonimato para divulgar detalhes do processo privado.

As empresas aprovadas para a segunda rodada estão em negociações para criar consórcios com traders de commodities, como Glencore e Vitol, que assinaram acordos de não divulgação no início do processo e ainda podem se juntar aos grupos na fase vinculante. As propostas vinculantes devem ser entregues até meados de janeiro, disseram duas das fontes. O primeiro bloco de refinarias é o maior, com uma capacidade combinada de 961 mil barris de petróleo por dia, ou 40% da capacidade total de refino no país.

Procurados pela reportagem, Mubadala, Raízen (joint venture entre a Cosan e Royal Dutch Shell PLC) e Ultrapar se recusaram a comentar o assunto. Petrobras e Sinopec não retornaram o pedido de comentários imediatamente. Segundo as fontes, Ultrapar e Raízen devem entregar propostas para as duas refinarias na região sul, Refap e Repar, e para a Rnest, em Pernambuco.

Já a chinesa Sinopec e o Mubadala disputam a Rlam, a mais antiga refinaria do Brasil, na Bahia, disseram duas fontes. A Rlam precisa de reformas significativas e a Sinopec está interessada em formar um consórcio com uma empresa de construção chinesa para isso.

A Mubadala, por sua vez,  estrutura sua proposta por meio da companhia espanhola de petróleo Cepsa, que tem como investidores o próprio Mubadala e o Carlyle Group. De acordo com as regras estabelecidas pelo Cade, órgão de fiscalização antitruste do Brasil, os licitantes podem adquirir apenas uma refinaria em cada região para evitar problemas de concentração.

As estimativas iniciais de que a companhia petrolífera poderia buscar até US$ 18 bilhões para as refinarias foram reduzidas para menos de US$ 10 bilhões.

Com informações da Reuters

 

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