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24/10/2019 16:21 por Advillage

Velório de Walter Franco irá até as 19h no Funeral Home, em São Paulo

Em seguida o corpo será levado para cerimônia de cremação na Vila Alpina; artista morreu aos 74 anos por complicações de um AVC

WALTER FRANCO
O cantor e compositor Walter Franco, morreu na madrugada desta quinta-feira (24), aos 74 anos. Ele estava internado desde o começo do mês após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral).

“Walter Franco partiu tranquilamente, nos deixando nessa madrugada", escreveu a família no perfil oficial do artista nas redes sociais.

O velório, que começou às 8h30 da manhã, irá até as 19h na Funeral Home, na Bela Vista, em São Paulo. Em seguida, o corpo será levado para cerimônia de cremação no Crematório de Vila Alpina., na zona leste, informa a Agência Brasil.

Franco nasceu em São Paulo, em janeiro de 1945. Estudou artes cênicas na Escola de Artes Dramáticas da USP, onde começou a compor músicas para peças de teatro. O momento que marcou a primeira fase de sua carreira foi a apresentação da música Cabeça, de sua autoria, no Festival Internacional da Canção de 1972, da Rede Globo. “Uma música totalmente fora dos padrões da época, baseada em vozes superpostas e repetições de fragmentos da letra, quase incompreensível”, diz a biografia do artista.

Em 1974, no show A Sagrada Desordem do Espírito, apresentava-se só no palco, na posição da Flor de Lótus, com seu violão. Um ano depois, participou do Festival Abertura, com a música Muito Tudo, em homenagem a João Gilberto e John Lennon.

Em 1976 lançou o disco Revolver, considerado uma obra prima, por ter uma musicalidade próxima ao rock.  Em 1978 lança Respire Fundo, disco que teve a participação de mais de 200 músicos como João Donato, Sivuca, Wagner Tiso, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Lulu Santos, Geraldo Azevedo, entre outros.

No Festival da Tupi de 1979, apresentou a música Canalha e conquistou o segundo lugar. A canção aparece no disco Vela Aberta, lançado em seguida. Em 1981 participou do festival MPB-Shell, com a canção Serra do Luar, com arranjos de Rogério Duprat. Essa versão foi registrada apenas no disco do festival e a música fez grande sucesso posteriormente em uma gravação de Leila Pinheiro.

Em 1982 lançou o disco Walter Franco, e em 2000 Tutano, no qual  apresenta um repertório inédito em músicas como Zen e Gema do Novo e Acerto com a Natureza (com Cristina Villaboim) , Nasça (com Arnaldo Antunes), Totem (com Costa Neto), além da releitura de Cabeça, Distancias e Muito Tudo e outras canções.

No mesmo ano recebeu uma homenagem com o documentário Muito Tudo, dos jovens cineastas Bel Bechara e Sandro Serpa , destaque da mostra de audiovisual do MIS (Museu da Imagem e do Som) e vencedor do Festival É Tudo Verdade. Em 2015, Franco comemorou 70 anos de vida e sua volta aos palcos e relançando o álbum Revolver, após 40 anos.

Desde 2018, Franco trabalhava no álbum com músicas inéditas "LISTEN – ResiLIência e ResiSTÊNcia", em parceria com o filho, Diogo Franco.

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