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29/11/2019 17:25 por Advillage

Vendas online disparam na Black Friday, mas queixas acompanham

Propaganda enganosa continua como a maior reclamação de internautas no Brasil

As primeiras sete horas de vendas de Black Friday no e-commerce totalizaram R$ 362,1 milhões, segundo dados da Ebit|Nielsen. O número é 69% superior ao mesmo período de 2018. Nas primeiras horas, o varejo online brasileiro vendeu metade do total faturado no esquenta Black Friday, de 25 a 27 de novembro, quando o total foi de R$ 751 milhões.

Segundo a consultoria, o tíquete médio para o horário da sexta-feira de Black Friday foi de R$ 808, crescimento de 5% na comparação com 2018. Outra mudança expressiva do comportamento do consumidor no período foi o volume de pedidos, que chegou a 448 mil, variação de 61% frente ao mesmo período de 2018.

O desempenho das vendas é seguido pelo alto número de queixas. O site Reclame Aqui publicou um balanço que estudou as críticas de consumidores entre 11 horas da quarta-feira, 27, e meio dia desta sexta-feira, 29. Segundo a plataforma, foram 4,8 mil reclamações no período. O volume é 44% maior que o mesmo período da edição 2018.

Os apontamentos, entretanto, não são concentrados. O site com maior número de reclamações, a Americanas.com, contabilizou 148 comentários. O levantamento aponta que o principal motivo das queixas, de forma geral, é a propaganda enganosa, com 28,69% do total. Em seguida, aparecem problemas na finalização da compra, 11,23%; divergência de valores, 9,44%; atraso na entrega, com 7,83%; e estorno do valor pago, com 4,29%.

Mercado norte-americano

Consumidores norte-americanos gastaram mais de US$ 2 bilhões online nas primeiras horas de compras do dia de Ação de Graças na quinta-feira, enquanto o número de pessoas nas lojas físicas eram fortemente reduzido na véspera da Black Friday, refletindo a tendência mais ampla das compras onlines prevalecendo sobre as físicas.

Os descontos antecipados oferecidos este mês por redes de varejo que tentam esticar a temporada de final de ano, mais curta que o habitual, viram uma queda nos números de pessoas indo a lojas em todo o país, de acordo com consultores e analistas.

Lauren Bitar, chefe de consultoria de varejo da empresa de análise RetailNext, avalia que muitos comerciantes iniciarem as promoções logo após o Halloween e, por isso, as vendas realizadas antes do Dia de Ação de Graças e da Black Friday podem corroer o pico histórico observado nas vendas em doláres. 

Com Meio & Mensagem e Reuters

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